quinta-feira, 10 de setembro de 2009

saber é recordar-se


















Que os muros não sejam obstáculos à liberdade

E as grades sejam apenas lembranças da paisagem das antigas grandes cidades

Pois ainda que reconheça sua injustificável utilidade presente

Recordo-me com indesejada precisão


Dos seus angústiantes abraços diários

Quero estar liberto mesmo em meio as grades

Observar com indiferença os muros dessa paisagem atual

E mesmo que não possa negar o conhecimento adquirido


Que representem para mim


Apenas amontoado de tijolos e ferros retorcidos



trekking etílico de um solteiropolitano














Na trilha do bar
Me perco de vez em quando
As vezes indo
As vezes voltando

Encontros
Dozes de cachaça
Dozes de loucura
Idéias super criativas
Discursos de rampeira



E como já ha muito acostumado
Projeto o meu futuro baseado no passado

Baseado

Então a ansiedade diminui
Pensamentos se tornam mais comedidos
A mente ferve criativa

Sinto o cheiro de corpo
Aquele cheiro que tem o corpo das gostosas
depois de umas e outras
Numa orgia mais que dispendiosa

Mas aquela única insiste
Sabota minha solitude
Irritado
Fico triste

Já não falo
Já não ouço nem o meu pensar
Tô quase tão quente quanto essa pinga
Melhor deixá pra lá

Talvez uma outra
Mais gelada
Talvez cicuta da madrugada

Melhor amadurecer primeiro
Ou correr o risco de beber sempre da mesma cachaça
Ao menos ainda consigo limpar o cinzeiro
Dos cigarros que fumei de graça

Tenho ânsia de vômitar
Preciso tomar cuidado
Pronto
Tô ficando mais irritado

Um sorriso insano num vislumbre lúcido
Jaz
Já tô pouco me lixando pras espirais da vida

E o passado insiste

O álcool parece me ajudar a entender que estou aqui agora
E que neste exato momento
Sou apenas um telefone celular

Que não toca
Dando toques desvairados
Sem esperanças
E quase realizado

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O Superoutro

Direção: Edgar Navarro (1988)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Experimentação



Quero renovar minhas volúpias
Gozando da máxima flexibilidade de minhas afeições morais