quinta-feira, 10 de setembro de 2009

saber é recordar-se


















Que os muros não sejam obstáculos à liberdade

E as grades sejam apenas lembranças da paisagem das antigas grandes cidades

Pois ainda que reconheça sua injustificável utilidade presente

Recordo-me com indesejada precisão


Dos seus angústiantes abraços diários

Quero estar liberto mesmo em meio as grades

Observar com indiferença os muros dessa paisagem atual

E mesmo que não possa negar o conhecimento adquirido


Que representem para mim


Apenas amontoado de tijolos e ferros retorcidos



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