Depois de muitas experiências semelhantes, posso perceber com mais clareza, que, o momento mais dramático da queda é precisamente aquele que o bicho (medo) pega.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Rebordosa
Depois de muitas experiências semelhantes, posso perceber com mais clareza, que, o momento mais dramático da queda é precisamente aquele que o bicho (medo) pega.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Bronca
Vejo muitos avalistas de uma moral convenientemente fragmentada
Náufragos
A deriva numa tempestade de equívocos conceituais
Tão cheios de certezas
Realizados no salário de suas dignas profissões
Casas, carros, roupas...
Fardamento completo atestando sua participação na turma dos bem sucedidos burgueses desaculturados
Sentei-me numa daquelas barracas pra granfino "bombar" no final de semana da Praia do Flamengo.
Tentava manter-me indiferente às pessoas que começavam a chegar nas mesas ao meu redor, porém não pude deixar de perceber a maneira rude como uma mulher tratava sua pequena filha. Ela, me parecia, estava numa batalha sangrenta, onde o inimigo, invisível, atacava de todos os lados.
O olhar de desprezo com que ela metralhava os menos dignos de sua consideração me deixava cada vez mais irritado.
Pose ela tinha de bocado.
Resolvi deixar de implicar com aquela criatura desprezível e procurei me concentrar novamente no livro, lamentando somente a péssima companhia que aquela senhora proporcionava para sua pequena filha.
Poucos minutos bastaram pra que eu percebesse a tarefa impossível que seria tentar me concentrar em algo mais que não fosse a música da barraca. Então fui embora... Antes lamentando os duzentos decibéis no ouvido da garotinha".
Esse vídeo mostra como os exemplos dos pais são importantes na formação da personalidade das crianças. Vale à pena dar uma olhada.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
É possível julgar a obra de arte?
Se a arte não pode ser julgada ela se torna banal. O banal é aquilo que não merece julgamento.
O que interessa na verdade é a sociabilidade do julgamento do gosto.
Se eu acho algo belo e o outro diz que não é, o que temos em comum é a possibilidade racional da existência da beleza, mas também é racional que nós possamos discordar e concordar.
Ora, é porque vivemos em debate que somos seres humanos.
Julgar é um dever pelo fato que nos põe diante do outro.
Essa maneira livre e desinteressada de ver a arte não termina no gozo estético, mas na comunicação de seu entusiasmo ao outro e ao mundo que habita.
“Se acharmos algo belo é porque a Terra é conforme ao homem” KANT
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Confissão
domingo, 8 de novembro de 2009
Força do pensamento
Cheguei no sagrado com maturidade
Fiz meus feitiços
Mandingueiro que sou pedí perdão
E além de proteção, os benefícios
Eu que sou popular
E fíga nunca carreguei
Prezo minha fé, que é meu patuá, pois corpo fechado nunca tive
De gente, às vezes a gente evita até o olhar
Aquele olhar de quem prepara o bote
Dessa gente, que se encarregue a sorte, a peste ou a morte
Maldade de alma cebósa é pensar
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Amizade
Somos quase sempre tão sinceros
E quase nunca sentimos, de verdade
Talvez saiba por que te digo isso,
Amizade
Se for pretexto pra quem deseja
Intencionalidade,
Acaba dando no mesmo
Ciúme não precisa de justificativa,
Né, Amizade
Flechacerteira
Guiando a esperança de quem lamenta essa espontaneidade
Ai se cêsse só criatividade!
Já tô falando besteira
OMMMMMMMMMMMMMMM
Vou medeitar sobre isso, visse, Irmandade
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Fogo da Transformação
Você não vai.
Você tem certeza de que sabe de onde veio?
Você não veio.
Sempre esteve, e sempre vai estar
Trágica limitação essa de não conseguir conceber a eternidade
Nada foi criado
Tudo sempre existiu
O fogo é o Deus transformador
Ele é o inatingível quebra-cabeça mágico de todas as certezas
Pretencioso é o ser humano
Não vejo mérito menor em uma planta
Posso até dar uma qualidade maior a sua existência
Quanto mais distante o fogo, mais lentamente se processa a transformação
Pois então!
Somos animais de sangue quente
O aquecimento é necessário
Devemos nos confortar com a incapacidade de prolongar nossa existência
Não depende de nós
Queimemos com a consciência do que verdadeiramente somos
O que chamamos de universo
Aproveitemos todos a oportunidade de sermos éticos
Oportunidade que o tempo de nossa consciência humana nos impõe
Eternos, sim
Mas não como humanos
Aproximem-se do fogo sem receio
Mais tempo viveremos a realização na alegria de ser e estar, aqui e agora
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
saber é recordar-se
Que os muros não sejam obstáculos à liberdade
E as grades sejam apenas lembranças da paisagem das antigas grandes cidades
Pois ainda que reconheça sua injustificável utilidade presente
Recordo-me com indesejada precisão
Dos seus angústiantes abraços diários
Quero estar liberto mesmo em meio as grades
Observar com indiferença os muros dessa paisagem atual
E mesmo que não possa negar o conhecimento adquirido
Que representem para mim
Apenas amontoado de tijolos e ferros retorcidos
trekking etílico de um solteiropolitano
Na trilha do bar
Me perco de vez em quando
As vezes indo
As vezes voltando
Encontros
Dozes de cachaça
Dozes de loucura
Idéias super criativas
Discursos de rampeira
E como já ha muito acostumado
Projeto o meu futuro baseado no passado
Baseado
Então a ansiedade diminui
Pensamentos se tornam mais comedidos
A mente ferve criativa
Sinto o cheiro de corpo
Aquele cheiro que tem o corpo das gostosas
depois de umas e outras
Numa orgia mais que dispendiosa
Mas aquela única insiste
Sabota minha solitude
Irritado
Fico triste
Já não falo
Já não ouço nem o meu pensar
Tô quase tão quente quanto essa pinga
Melhor deixá pra lá
Talvez uma outra
Mais gelada
Talvez cicuta da madrugada
Melhor amadurecer primeiro
Ou correr o risco de beber sempre da mesma cachaça
Ao menos ainda consigo limpar o cinzeiro
Dos cigarros que fumei de graça
Tenho ânsia de vômitar
Preciso tomar cuidado
Pronto
Tô ficando mais irritado
Um sorriso insano num vislumbre lúcido
Jaz
Já tô pouco me lixando pras espirais da vida
E o passado insiste
O álcool parece me ajudar a entender que estou aqui agora
E que neste exato momento
Sou apenas um telefone celular
Que não toca
Dando toques desvairados
Sem esperanças
E quase realizado
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O Superoutro
Direção: Edgar Navarro (1988)



